S.O.G.A.

Saúde

Na área da Saúde existem muitas preocupações. Uma das ilhas mais esquecidas pelo continente africano é, precisamente, Soga e, desse modo, tanto medicamentos, como materiais de enfermagem, acabam por ser escassos.

Além disto, ocorrem muito frequentemente, na ilha, epidemias, como cólera, paludismo, elefantíase, lepra, malária, entre outras, pelo que é de extrema importância uma aposta nesta área e no seu desenvolvimento.
As carências encontradas na ilha, relativamente à água e à alimentação, são altamente geradoras de doenças, adoecendo muitas pessoas pelo consumo de água não potável. Estas doenças são ainda mais suscetíveis de ocorrer quando a pessoa já se encontra enfraquecida por uma dieta alimentar muito pobre.

barco de emergência

Todos os anos morrem pessoas em Soga, principalmente em situação de gravidez de risco, por falta de assistência médica.

O Centro de Saúde existente na ilha, por si só, não oferece as condições mínimas para o tratamento de muitas destas situações. Como tal, torna-se, muitas vezes, necessário transportar os doentes para outras ilhas, ou até mesmo para o continente.
Assim, como o restante recheio do contentor, chegou à ilha de Soga o Barco de emergência médica “Travessia para a Vida” à muito ansiado pela população, para que possam ser evacuados da ilha quando necessário.

Ao cuidado do Centro de saúde, o Barco está atracado no cais de pedras feito pelos habitantes. Existe ainda uma Comissão de gestão do Barco, com representantes das 5 tambancas (aldeias), responsáveis pela sua gestão e manutenção.

Esta conquista, agradecemos também à Figueira Iates, da Figueira da Foz, pelo apoio na concretização da saúde na ilha!

centro de saúde

Desde 2013 que a SOGA. tem investido continuamente na recuperação de um edifício na tabanca de Etambro, onde se situa a maioria da população da ilha. O edifício, ainda que longe das caraterísticas de uma unidade de saúde de nível europeu, é o posto de trabalho de dois enfermeiros cujos serviços estão abertos à população da ilha. Além dos habituais curativos de feridas e maleitas, a ação destes profissionais de saúde traduziu-se na eliminação de epidemias como a malária, a cólera e a diarreia e na diminuição da mortalidade dos recém-nascidos, que em tempos idos chegou a atingir valores na ordem dos 30%. Adicionalmente, a mortalidade das crianças com idades até aos 5 anos de idade é hoje praticamente inexistente.

A formação destes enfermeiros foi suportada pela SOGA que lhes garantiu também as condições necessárias para a sua residência na ilha, além do fornecimento imprescindível de medicamentos e material de enfermagem.

Felizmente, recentemente o governo guineense tem olhado com outra atenção para a ilha de Soga, remunerando os enfermeiros, fornecendo-lhes alguns medicamentos e dando-lhes condições para colocarem em prática um programa de vacinação na ilha. Falta, no entanto, um médico residente na ilha.

água

purificação e filtragem da água

Os habitantes da ilha de Soga saciam as suas necessidades de água fazendo uso dos pequenos cursos que se podem encontrar na paisagem ou explorando as água subterrâneas através da construção de poços artesianos de qualidade variável. Ao longo dos anos foram crescendo as preocupações relativas à disponibilidade desse líquido precioso cujo caudal está progressivamente dependente da imprevisibilidade da estação das chuvas – devido ao fenómeno da desflorestação que assola a Guiné-Bissau – mas também as preocupações relativas à potabilidade, colocada em causa não só pela presença de micro-organismos mas também pela elevação da água do mar que contamina os níveis freáticos, com riscos graves para a saúde pública.

Em consonância com o sexto ponto de sustentabilidade proposto pela Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas – assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos e todas – a S.O.G.A. tem concentrado os seus esforços no desenvolvimento e implementação de de medidas proativas que assegurem a qualidade da água destinada ao consumo humano.

Se no passado esses esforços se resumiam à sensibilização da população da ilha para a necessidade de esterelizar a água quer através da fervura da mesma, quer através da aplicação de lixívia, hoje graças à generosa contibuição da comunidade do Colégio São João de Brito, de Lisboa, Soga possui o seu primeiro equipamento para filtragem sistemática da água.

O sistema foi colocado a uso no recém-construído Jardim de Infância Manuela Miranda. Outros cinco equipamentos de filtragem foram já gentilmente financiados pelos esforços das escolas EB1 Condeixa, EB1 Penacoba e Escola Secundária Lima de Faria, aguardando expedição.

filtro de água comunitário

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